Como lidar com a recusa alimentar de seu filho

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Para que a criança habitue-se a aceitar o alimento, é necessário que ofereça o alimento à criança e avalie a sua reação, de forma a saber se a criança gosta ou não do alimento, devendo os pais insistir com a ingestão de alimentos mesmo que não sejam da sua preferência, o gosto do pai e da mãe não devem influenciar a criança.

Após a recusa da criança pelo alimento, não insista de imediato, para não criar um ambiente negativo que vai tornar a aceitação do alimento mais difícil. Contudo, a criança não deverá ter outra alternativa de consumo para não se habituar a ter sempre opção quando a comida não lhe agradar e assim não terá outra alternativa de consumo.
Em outra ocasião e de forma diferente, prepare o mesmo alimento, associado a sabores que a criança goste, para aumentar a aceitação.

Para tornar o alimento mais atrativo, procure sempre novas formas de preparação e apresentação do alimento.

Faça sempre novas tentativas espaçadas no decorrer do tempo, mesmo que a criança não aceite o alimento, pois serão necessárias cerca de 10 a 15 tentativas para que ela se adapte ao novo sabor.

Com a exposição continuada ao alimento, as crianças neofóbicas(medo do novo), irá aumentar a preferência por alimentos novos, esta fobia ocorre principalmente em crianças dos 3 aos 5 anos.

É importante ter em conta que o seu filho pode não gostar mesmo do alimento, e nesse caso é necessário substituí-lo por algum do mesmo grupo.

Não use alimentos como recompensa, porque a criança irá começar a gostar mais do alimento recompensa do que aquele que estaria a tentar estimular o consumo. Por exemplo: Se não gosta do alimento oferecido, passe para outro alimento e se assim mesmo a criança recusar, e você oferecer uma fruta, e a criança não gostar da fruta, não deverá comer nada até à refeição seguinte!

Não estimule o consumo de alimentos ofertando brinquedos ou atividades que a criança goste, nem bata no seu filho ou zangue-se com ele, pois o gosto da criança por um alimento pode variar de um dia para outro conforme o apetite.

Sendo a criança saudável e estiver dentro do padrão de crescimento e peso normal, não deve valorizar demasiado as recusas alimentares.

Se você quer que seu filho consuma alimentos variados, comece por você, as crianças começam a gostar de novos alimentos por verem outras pessoas comê-los e apreciá-los.

Preste atenção a quantidade de alimento que esta oferecendo aos seus filhos. Eles não comem tanto como um adulto. Por exemplo: “Servir à criança com menos quantidade do que é esperado ou desejado pelos pais ajuda a criança a comer a ter sucesso e sentirem-se alegres por terem comido todo o alimento”.
Se o seu filho disser que está cheio e não quiser comer, você deve tirar o seu prato da mesa sem comentários, pois se você insistir para que coma poderá fazer com que a criança não saiba distinguir e diferenciar a sensação de “estar cheio” com a de “ter fome”.

O ambiente de refeição deve ser agradável e sempre que possível em família. A criança não deve ser distraída por brinquedos, televisão ou outras brincadeiras e evite comentários negativos acerca dos alimentos, pois a criança aprende pelos exemplos.

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Promotor alerta para questionário que virou sensação no Facebook

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Nas últimas semanas um questionário sobre preferências e gostos das crianças começou a circular no Facebook. Porém, a brincadeira que parece inocente e até bonita, pois revela como as crianças enxergam certas características do cotidiano, pode ser uma porta de entrada para atos mal intencionados.

Todo esse sucesso fez com que o Promotor da Infância de Criciúma, Mauro Canto da Silva, fizesse uma postagem em sua conta pessoal do Facebook, falando dos perigos de publicar tantos detalhes pessoais e da personalidade da criança, em uma rede social.

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O promotor explicou em uma entrevista concedida a um blog sobre maternidade e filhos que observou o crescimento e popularização do questionário e ficou extremamente preocupado e disse “Num ambiente vulnerável de rede social, mesmo que a maioria a utilize para interação e distração, não podemos ignorar as que utilizam para cometer crimes, especialmente aproveitando-se de crianças e adolescentes”.

E acrescenta ainda, “Crianças, em especial, acabam confiando em adultos que demonstram afinidade. As respostas ao questionário são muito pessoais e uma pessoa querendo fazer o mal saberá utiliza-las para ganhar empatia com a criança. Depois de acontecer ficaríamos nos perguntando: “como ele sabia do nome do melhor amigo ou a cor preferida do seu pai”?”.

Confira o questionário completo:

Qual é o teu nome?
Quantos anos você tem?
Quando é seu aniversário?
Quantos anos tem o papai?
Quantos anos tem a mamãe?
Qual é a tua cor favorita?
Qual é a tua comida preferida?
Quem é o teu melhor amigo?
Qual é o teu programa preferido?
Qual é a tua música preferida?
Qual é o teu animal preferido?
O que você tem medo?
Qual o seu lugar favorito para ir?
O que quer ser quando crescer?
O que a mamãe mais gosta de fazer?
O que você mais gosta de brincar?
O que o papai mais gosta de fazer?

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