PLANO DE PARTO: O QUE É  E COMO FAZER?

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O plano de parto faz parte do parto humanizado e é um documento informal, porém super importante, em que está descrito tudo o que você gostaria que acontecesse, com você e com o bebê, durante o parto. Apesar de o parto humanizado ter ganhado popularidade apenas nos últimos anos, há muito ele é defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Tanto que uma das primeiras recomendações do seu guia “Assistência ao Parto Normal: Um Guia Prático” é, justamente, a elaboração de um plano de parto. Ele pode ser escrito em formato de carta e deve ser construído juntamente com o médico, ponto a ponto, considerando as suas condições de saúde e do bebê.

 

O plano de parto não se aplica apenas a partos normais, ele também é fundamental em partos em que a cesárea é necessária. Nele poderão ser definidos desde detalhes como iluminação da sala até os primeiros cuidados com o bebê. Seu plano de parto é uma grande ferramenta para que esta experiência tão única aconteça da maneira mais personalizada e acolhedora possível. Confira exemplos do que você pode registrar no seu plano, etapa a etapa.

 

NO TRABALHO DE PARTO

 

  • Em que momento você deseja que a internação seja feita;
  • Definição da temperatura e iluminação da sala;
  • Quem você quer que acompanhe o trabalho de parto;
  • Se você quer ou não receber ocitocina para acelerar o trabalho de parto;
  • Se você deseja ter liberdade para se movimentar durante o trabalho de parto;
  • Se você deseja poder alimentar-se e ingerir líquidos durante o trabalho de parto;
  • Se você deseja ou não tricotomia (raspagem dos pelos pubianos) e enema (lavagem intestinal);
  • Se você deseja ou não o rompimento artificial da bolsa amniótica.

 

NO PARTO

 

  • Se você deseja ser informada antes de receber anestesia ou qualquer outro medicamento;
  • Escolha da posição para a saída do bebê;
  • Quem cortará o cordão umbilical;
  • Se você deseja, ou não, a episiotomia;
  • Se você permite manobras para posicionar o bebê ou o uso de fórceps;
  • Em que momentos você deseja fazer força (conforme a vontade ou de forma guiada);
  • Se você deseja ter o bebê imediatamente no seu colo após o parto, em contato com a pele;
  • Se deseja liberdade para amamentar logo após o parto.

 

 

CUIDADOS COM O BEBÊ

 

  • Se você deseja que o bebê receba aspiração das vias aéreas;
  • Se você deseja que o bebê receba aspiração gástrica apenas sendo necessário;
  • Se você deseja que o bebê receba o colírio de nitrato de prata imediatamente;
  • Como você deseja que seja feita a administração de vitamina K injetável (pode ser no colo);
  • Como você deseja que seja feita a administração da vacina da hepatite B;
  • Quem deve acompanhar o bebê em caso de exames ou atendimento;
  • O momento em que você deseja que seja dado banho no bebê.

 

Depois de conhecer tantas possibilidades do seu plano de parto é importante lembrar que a equipe médica que assistirá você é que terá as condições de avaliar se o plano poderá ser seguido à risca ou se precisará ser alterado, em função de alguma intercorrência. Se isso acontecer, ainda assim, o plano de parto assegura que a equipe médica se comunique com você e informe sobre cada alteração, cada procedimento, cada decisão. 

 

Os profissionais estão sendo orientados, cada vez mais, a conhecer seu plano de parto e conversar com você sobre tudo o que vai sair do planejado. Isso, de alguma forma, mostra que você tem voz ativa e certa autonomia no processo, tornando a experiência do parto o mais personalizada e respeitosa possível. Converse com seu médico e elabore seu plano.

 

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Mitos sobre a Gestação

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Seja por sabedoria popular, transmitida ao longo de gerações, ou por informações que você pode ter acessado através de conhecidos, há uma longa relação de mitos sobre a gestação. Para comentar alguns deles convidamos o Dr. Gustavo Kröger (CRM 124.958/SP), médico ginecologista e obstetra, especializado em pré-natal de alto risco e tratamento para engravidar. Confira!

 

COMER BOLACHA ÁGUA E SAL ALIVIA O MAL-ESTAR E A SALIVAÇÃO

É verdade. Comer de 3 em 3 horas reduz a chance de náusea na gestação e a bolacha de água e sal é algo leve. Poderia ser um pedaço de fruta como maçã, pera, kiwi e morango, que são de digestão mais rápida. Sucos cítricos também ajudam, especialmente se forem gelados, e é sabido que mastigar gengibre e consumir frutas de sabor azedo também alivia as náuseas.

 

O FORMATO DA BARRIGA DA MÃE INDICA O SEXO DO BEBÊ

Mito. Antigamente dizia-se que barriga da mulher que esperava um menino seria mais pontuda e a da mãe de uma menina seria arredondada. A verdade é que a única maneira de descobrir é através de exames. O exame de sexagem fetal, com 99% de taxa de assertividade, pode ser feito a partir de 8 semanas de gestação. Já o ultrassom será mais assertivo a partir de 18 semanas.

 

BEBÊ GRANDE SÓ PODE NASCER DE CESARIANA

O Dr. Gustavo Kröger, não recomenda o parto normal quando o bebê pesa 4kg ou mais. Isso pensando nos possíveis riscos ao bebê e à mãe. Para o bebê grande existe o risco, por exemplo, de o seu ombro, após a saída da cabeça, ficar preso no canal de parto, o que pode causar uma fratura de clavícula. No caso da mãe, pode acontecer o rompimento de nervos do assoalho pélvico – o útero é um órgão muscular e elástico, mas os nervos não. Futuramente isso pode acarretar problemas como incontinência urinária ou útero caído. 

 

GRÁVIDAS NÃO PODEM TER CONTATO COM GATOS

Podem, sim. Na verdade o que as gestantes devem evitar é limpar a caixa de areia, por conta do risco de contrair toxoplasmose – doença que aumenta o risco de aborto e de malformação fetal. A toxoplasmose é causada por um protozoário do qual o gato é hospedeiro, por isso existe esta relação. No entanto, o contato com o gato, em si, não é o problema, mas se suas fezes ficarem por dois dias na caixa de areia o protozoário pode se desenvolver ali e, ao efetuar a limpeza, pode acontecer a contaminação. A recomendação é não tocar na caixa de areia, trocar a areia todos os dias e, se tiver de fazer a limpeza, utilizar sempre luvas.

 

GRÁVIDAS NÃO DEVEM USAR SABONETE OU HIDRATANTE NOS MAMILOS

Isso mesmo. O sabonete pode ressecar a pele e alguns hidratantes podem causar irritação. A pele nesta região é bastante sensível – podemos comparar à mucosa interior da boca -, por isso a recomendação geral é banho morno, rápido e com óleo de banho.

 

PELE DE GRÁVIDA MANCHA SE FICAR EXPOSTA AO SOL

Sim. Gestantes devem usar sempre protetor solar e não devem se expor ao sol. A alteração hormonal que acontece no corpo da mulher durante a gestação favorece a produção de melanina. Logo, se a mulher já tem tendência a criar manchas na pele o cuidado deve ser dobrado.

 

O PRIMEIRO TRIMESTRE DA GRAVIDEZ É O MAIS DELICADO

No primeiro trimestre, 20% das gestantes perdem o bebê. Nessa fase, os órgãos estão em formação, assim, é o que se chama de organogênese, então o feto está mais suscetível a qualquer perturbação como uso de medicamentos e interferência de radiação. 

 

GRÁVIDA NÃO PODE PINTAR O CABELO

Estudos já mostraram incidência de leucemia e linfomas em bebês quando as mãe utilizaram tinturas com amônia durante a gestação. Por isso a orientação do Dr. Gustavo Kröger é utilizar apenas tonalizante de henna, visto que não existem estudos realizados com tintas que garantam qualquer segurança.

O Dr. Gustavo fez um IGTV para o nosso Instagram contando um pouco sobre os Cuidados Estéticos na Gestação. Clique aqui para dar uma olhada.

 

GRÁVIDA NÃO DEVE TOMAR CAFÉ

Pode tomar, mas com moderação. A recomendação é, no máximo, de duas xícaras por dia. O café pode provocar incômodos no estômago, como gastrite e refluxo. Além disso, por causa da cafeína, provoca taquicardia na gestante e, por consequência, no bebê. Outras bebidas a serem consumidas com moderação são: chá mate, chá preto e refrigerantes a base de cola. 

  

GRÁVIDA NÃO PODE ANDAR DE AVIÃO

Pode. No entanto, há dois pontos importantes. O primeiro, segundo o Dr. Gustavo Kröger, é que antes de 14 semanas, na fase da organogênese, não é recomendado viajar. O segundo é uma restrição de muitas companhias aéreas: elas não autorizam a gestante a viajar após 24 semanas de gestação. Esta restrição está associada à viabilidade fetal – a capacidade do feto de sobreviver fora do útero – considerando alguma emergência a bordo.. Se você for fazer viagens longas, seja de carro ou de avião, o recomendado é movimentar-se um pouco a cada duas horas, para não aumentar os riscos de trombose.

Além disso, opte por roupas confortáveis, leves e que não dificultem seus movimentos (na nossa loja on-line há várias opções incríveis e confortáveis para todas as suas fases)

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Conheça mais sobre o trabalho do Dr. Gustavo Kröger seguindo-o no instagram (@dr.gustavokroger) e no site www.espacomae.com.br

 

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Incômodos Comuns na Gestação e como Aliviá-los

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O corpo da gestante passa por uma grande transformação para que seu bebê cresça e se desenvolva. Hormônios, aumento de peso, um novo centro de gravidade, tudo acontece ao mesmo tempo. Por isso, é normal perceber essas alterações e sentir os desconfortos decorrentes desse processo. 

Neste post, listamos alguns dos incômodos mais comuns durante a gravidez e algumas dicas de como aliviá-los. Mas, lembre-se, você deve consultar o seu médico sempre que a dor for persistente e muito desconfortável. É indispensável consultá-lo antes de tomar qualquer tipo de medicamento. 

 

DOR DE CABEÇA 

Pode acontecer por vários motivos, como alterações hormonais, cansaço, congestão nasal e baixos níveis de açúcar no sangue. Também é comum quando a barriga começa a aparecer, por conta das alterações posturais e da sobrecarga na coluna. No entanto, dor de cabeça na gravidez pode ter causas mais sérias. Por volta da 28ª semana, se a dor é na região da nuca ou aparece como uma forte pressão na testa, pode ser sintoma de pré-eclâmpsia, que exige atenção médica e tratamento. Confira algumas dicas de como tentar aliviar a dor naturalmente:

 

  • Tente descansar em um ambiente tranquilo, sem ruídos, no escuro ou com as luzes bem baixas;
  • Faça compressas de água fria na testa ou na nuca;
  • Procure fazer refeições leves, de 3 em 3 horas;
  • Faça uma automassagem suave no rosto, na região das têmporas, utilizando as pontas do dedos; 
  • Prepare um escalda-pés (se você tiver uma horta em casa, acrescente folhinhas de manjericão e alecrim).

 

DOR NAS COSTAS 

Com o aumento do tamanho da barriga o centro de gravidade da gestante muda e acontece uma alteração significativa na curvatura da coluna. Aí mora a razão do desconforto e das dores lombares durante a gestação. Alguns cuidados e hábitos podem amenizar esse incômodo:

  • Experimente Fisioterapia, Pilates,  RPG ou Yoga para equilibrar a postura, sempre assessorada de perto por um profissional qualificado e atento às suas particularidades;
  • Evite ficar muito tempo em pé e movimente-se regularmente;
  • Faça compressas de água morna nas costas;
  • Faça, e peça, massagens leves das costas;
  • Use um sutiã apropriado para sustentar o peso dos seios – eles vão crescer e pesar mais, causando uma sobrecarga na coluna). Clique aqui para conferir os modelos disponíveis na A Gestante. 

 

NÁUSEA 

Pode ser um problema, principalmente, nas primeiras horas da manhã. O origem principal deste desconforto é o aumento dos níveis do hormônio da gravidez (HCG) e da Progesterona. Algumas dicas podem ajudar você a reduzir essa indisposição:

 

  • Deixe alimentos saudáveis na sua mesa de cabeceira para comer antes de se levantar e ajudar a elevar o nível de açúcar no sangue;
  • Não passe muitas horas de estômago vazio, isso aumenta a produção de ácidos no estômago;
  • Coma pequenas porções de alimentos e ao decorrer de todo dia;
  • Evite frituras e prefira alimentos cozidos, assados ou grelhados.

 

QUEIMAÇÃO e AZIA 

Causada pelas alterações hormonais e também pela compressão do sistema gástrico, a queimação pode ser aliviada evitando alguns alimentos e com outros cuidados. Confira abaixo algumas dicas:

 

  • Coma várias vezes ao dia e em quantidades menores;
  • Evite deitar logo após refeições;
  • No caso de mulheres que possuem refluxo elevar a cabeceira da cama pode ajudar;
  • Evitar frituras, bebidas com gás, condimentos, chocolate e café.

 

AUTOESTIMA 

Sim, listamos a questão da autoestima aqui porque pode ser um incômodo importante. Para além dos sintomas físicos que descrevemos acima, temos de considerar aqui a instabilidade emocional decorrente de todas as transformações que estão acontecendo no corpo e no emocional da gestante.

Neste caso a recomendação é: olhe para você mesma com carinho, acolhimento, paciência e compaixão. Por mais subjetivo que isso possa parecer, a ideia é você procurar perceber, olhando para si mesma, todo o processo que está acontecendo e trazer um olhar de gentileza e de autocuidado para você mesma. 

Investir em roupas que te façam sentir mais confortável e, ao mesmo tempo, mais bonita, é um exemplo de autocuidado que pode fazer a diferença! Na nossa loja online você encontra tudo para a sua gestação. Clique aqui e confira. 

 

Lembre-se há uma grande mudança acontecendo, em vários sentidos, e é normal que você se sinta instável, confusa, com desconfortos físicos e até com a sua autoestima abalada. Não se cobre tanto, não se exija tanto. Neste período, mais do que nunca, procure quem e o que te faz bem! |

 

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Por que usar o sutiã de sustentação e amamentação durante a gestação

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São muitas as transformações que acontecem no corpo da futura mamãe durante a gestação – falamos sobre elas aqui no blog – e, geralmente, são os seios que dão os primeiros sinais de mudança.

 

A verdade é que eles estão em constante transformação no corpo da mulher, embora possa parecer que já estão plenamente desenvolvidos após a puberdade. A mama continua a se desenvolver e, a cada ciclo, aumenta um pouco seu tecido secretor (produtor de leite), até por volta dos 35 anos. A cada ciclo os seios se preparam para uma possível gravidez. Quando o corpo percebe que a mulher não está grávida, recomeçam as variações hormonais mensais – ciclo que se interrompe quando ela engravida.

 

A partir do final do primeiro mês de gravidez, os seios já começam a se transformar em órgãos produtores de leite. Por isso, eles aumentam de tamanho e, principalmente no primeiro trimestre, ficam bastante sensíveis. Muitas mulheres comparam essas alterações com sintomas pré-menstruais. Faz sentido, já que a sensibilidade aumentada e o peso se devem à influência dos mesmos hormônios. O que muda é que os sintomas pré-menstruais ocorrem uma vez que o período começa, enquanto na gravidez eles seguem durante toda a gestação. As glândulas mamárias estão se desenvolvendo e o estrogênio está estimulando o crescimento dos dutos de leite.

 

O SUTIÃ COMO ALIADO

 

Com aumento de tamanho, de peso e de sensibilidade nos seios é preciso adequar o sutiã e essa nova realidade. O sutiã de sustentação e amamentação pode tornar a sua gestação mais confortável e ajudar, inclusive a prevenir a temida flacidez, que está relacionada à produção de leite e à amamentação. Mas isso depende bastante das especificidades do corpo de cada mulher – estrutura de colágeno e elastina, etnia, tipo de pele e peso. Veja alguns dos benefícios dessa peça.

 

  • Os sutiãs de amamentação proporcionam uma sustentação maior e possuem alças e laterais largas, que suportam melhor o peso e o distribuem nos ombros. Tudo isso vai trazer mais conforto e diminuir as tão comuns dores nas costas.

 

  • Se você se sentir confortável, pode usá-lo para dormir, o que pode melhorar, inclusive, a qualidade do seu sono, deixando você mais segura.

 

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Dica de manutenção: lave à mão os sutiãs ou na sua máquina dentro de um saco de lavanderia, para aumentar sua vida útil e manter suas propriedades de suporte.

 

Na A Gestante temos vários modelos de sutiãs, com bojo, sem bojo, rendado, sem costura. É só você escolher o que mais lhe agrada! Confira nossas opções de sutiãs de sustentação/amamentação.

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5 mudanças no corpo da gestante a cada trimestre

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Gestar uma vida é uma missão grandiosa! O corpo da gestante se transforma para garantir o desenvolvimento perfeito do seu bebê. Confira as principais mudanças que acontecem a cada trimestre.

PRIMEIRO TRIMESTRE

1 Seios aumentados e sensíveis: nesta etapa os seios crescem e podem ficar inchados, sensíveis, doloridos e gerar uma sensação de formigamento, por conta do aumento da circulação de sangue. Nesta fase também acontece a alteração de cor na aréola, região que envolve o mamilo, que fica mais escura.

2 Barriguinha: a partir de 12 semanas o útero sai da pelve e a futura mamãe já pode começar a perceber a formação da barriguinha.

3 Enjoos e desejo: parece mentira que os dois aconteçam juntos, não é? No primeiro trimestre costumam aparecer os famosos enjoos de grávida junto com o desejo por alimentos ou sabores específicos. Acredite, até mesmo aquele prato do qual você não conseguia nem sentir o cheiro pode virar objeto de desejo.

4 Cansaço e sono: por causa das alterações hormonais é comum as gestantes sentirem muito sono e fadiga. Não se assuste se nesta etapa seu lugar favorito no planeta for a sua cama!

5 Constante vontade de urinar e aumento dos gases intestinais: estes sintomas também são decorrentes das alterações hormonais, leia-se progesterona, no corpo da futura mamãe. Intestino preso algo é comum neste estágio.

SEGUNDO TRIMESTRE

1 Aumento de Peso: é normal um ganho de peso de 5 a 7 quilos nesta fase, que é quando o bebê termina completamente a sua formação, exigindo bastante da mamãe. Pode haver mudança no formato do rosto e inchaço da face. A barriga fica mais cheia e a cintura mais grossa.

2 Pele: ao final deste trimestre pode aparecer a famosa Linha Nigra, aquela linha escura vertical, que divide a barriga. Ela surge devido à sensibilidade da gestante a um hormônio relacionado à pigmentação. Essa sensibilidade também pode provocar cloasmas – manchas no rosto.

3 Sono: a insônia pode ser um problema, que pode levar à dificuldade de concentração. Muitas gestantes reclamam de desatenção nesta fase.

4 Pressão: o metabolismo acelerado eleva a frequência cardíaca em, aproximadamente, 20%, podendo provocar queda da pressão. Você pode ter dores de cabeça, sonolência, tonturas e desmaios.

5 Barriga e crescimento do útero: No final do quarto mês, a barriga começa a delinear-se logo abaixo do estômago. Com a expansão do útero, outros órgãos são pressionados e até deslocados. Você pode sentir prisão de ventre, a digestão mais lenta e falta de ar.

TERCEIRO TRIMESTRE

1 Costas: com o crescimento do bebê, a barriga fica cada vez maior, podendo levar a dores nas costas, especialmente na região lombar.

2 Inchaço nas pernas e pés: o aumento de peso na zona abdominal sobrecarrega as pernas e aumenta a pressão nessa zona, levando ao inchaço.

3 Pressão na bexiga: O tamanho e o peso do bebê fazem pressão na bexiga, levando à vontade de urinar com bastante frequência.

4 Colostro: Os seios voltam a crescer e pode acontecer a eliminação do colostro, o leite produzido nos primeiros dias de amamentação.

5 Digestão lenta e prisão de ventre: com o bebê engordando e fazendo mais e mais pressão, a prisão de ventre pode se agravar e a digestão fica mais lenta.

 

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Até quando a gestante pode dirigir?

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No Código Brasileiro de Trânsito não há uma determinação e nem uma recomendação sobre o assunto, mas é notório que o bom senso deve ser usado para embasar esta questão. Ouvir o seu corpo e respeitar os limites que ele impõe é essencial para garantir a sua segurança e a do bebê.

Em uma pesquisa realizada pelo Canadian Medical Association Journal, foi observado que grávidas têm 42% mais chance de envolvimento em acidentes graves de trânsito e o risco é maior após o quarto mês de gestação. A explicação é que as grávidas acabam ficando mais distraídas, tem náuseas e cansaço acentuado.

A realidade é que a gestante pode dirigir enquanto se sentir segura e confortável para desempenhar o papel de motorista.

Uma cartilha elaborada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) orienta que o cinto de três pontos é o recomendado para as grávidas. É necessário deixar uma distância mínima de 15 centímetros entre o volante e a barriga. Jejum, calor ou frio excessivos devem ser evitados. É importante também cuidar das medicações ingeridas.

O cinto deve passar sobre o ombro, cruzar o peito e se posicionar entre os seios. A parte de baixo do cinto nunca deve ficar sobre a barriga, mas abaixo.

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Como combater a gripe na gestação

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O inverno é lindo, mas trás com ele o funga funga da gripe e é comum ver pessoas com nariz vermelho, febre leve e desconforto.

Para combater a gripe as pessoas “comuns” costumam fazer uso de antitérmicos, antigripais, analgésicos e mais uma infinidade de medicamentos. Porém, as grávidas não tem essa opção, sendo muito restrito os componentes que elas podem usar para evitar ou tratar o desconforto causado pela gripe.

As gestantes não devem ingerir ou fazer uso de nenhum tipo de medicamento sem consultar o médico previamente, pois a gestação é delicada e até mesmo o aparentemente inofensivo remédio pode causar danos a gravidez e ao bebê.

O que vem ajudando muitas gestantes a combater a gripe é uma alimentação que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

As gestantes devem consumir frutas ricas em vitamina C como a bergamota ou mexerica, pois a vitamina C protege o organismo e tem alto poder antioxidante, auxiliando na eliminação dos radicais livres.

Os alimentos ricos em vitamina C são: acerola, brócolis, caju, goiaba, kiwi, laranja, limão, morango, mamão e pimentão amarelo.

O consumo de mel também ajuda o sistema imunológico, inclua o mel na sua dieta substituindo o uso do açucar, mas não exagere.

Outro ponto importante é o consumo de água, pois um corpo hidratado é essencial.

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Grávidas precisam tomar a vacina contra a gripe H1N1!

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A gripe causada pelo vírus Influenza A é uma preocupação que deve estar na cabeça das grávidas.
Por este motivos elas fazem parte do grupo de risco e estão incluídas nas campanhas de vacinação. Além das gestantes, mulheres que deram a luz a menos de 45 dias, crianças de 6 meses até 5 anos também devem tomar a vacina gratuitamente nos postos de saúde da rede pública.

A saúde da mãe é o principal foco da vacina, pois a doença pode avançar rapidamente causando pneumonia e outras complicações que podem se estender até o bebê.

Como vou saber se estou com a gripe H1N1?

Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum:

  • febre
  • dor de garganta
  • tosse
  • cansaço
  • dor de cabeça
  • dor no corpo

Mesmo se você não tiver todos os sintomas descritos procure atendimento médico, pois gestantes são parte do grupo de risco para complicações mais sérias.

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Organização Mundial da Saúde divulga nota sobre segurança das vacinas para gestantes no Brasil

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Desde de que o Zika Vírus foi responsabilizado pelo aumento dos casos em microcefalia no país que diversas teorias têm surgido em torno do tema.

Uma destas teorias dizia respeito à ligação entre os casos de microcefalia e aplicação de vacinas vencidas em gestantes.

O boato de que grávidas do Nordeste teriam recebido vacina vencida e por isso o aumento nos casos de microcefalia, cresceu tanto que motivou uma manifestação da OMS.

Segundo nota divulgada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) “são falsos os boatos associando vacinas para gestantes com microcefalia. A vacinação é um ato preventivo de promoção e proteção da saúde, considerado prioritário pela organização, por beneficiar a mãe e o bebê.”
A entidade ainda garante que “as vacinas que a organização recomenda para as gestantes e que são oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e eficazes“.

Confira a íntegra da nota com a explicação de vacinas recomendadas na gestação:

15 de fevereiro de 2016 – A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) esclarece que são falsos os boatos associando vacinas para gestantes com microcefalia. A vacinação é um ato preventivo de promoção e proteção da saúde, considerado prioritário pela organização por beneficiar a mãe e o bebê. O Programa Nacional de Imunizações brasileiro segue o conceito de vacinação segura da OPAS/OMS, que envolve um conjunto diferenciado de aspectos relacionados ao processo de vacinação.

As vacinas que a organização recomenda para as gestantes e que são oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e eficazes.

A vacinação contra o tétano neonatal é feita há muitas décadas no Brasil e foi decisiva para tornar essa doença rara no país. Desde o ano 2000, mais de 22 milhões de doses já foram administradas em gestantes. Além disso, para reforçar ou complementar o esquema de imunização, foi incluída em 2014 no Calendário Nacional de Vacinação da gestante a vacina contra difteria, tétano e coqueluche (pertussis acelular) – dTPa. O produto é disponibilizado para mulheres grávidas a partir da 27ª semana de gestação e pode ser administrada até 20 dias antes da data provável do parto.

O objetivo é diminuir a incidência e mortalidade por coqueluche nos recém-nascidos ao permitir a passagem de anticorpos maternos por via transplacentária para o feto, que nos primeiros meses de vida ainda não teve a oportunidade de iniciar e/ou completar o esquema vacinal. Essa vacina é utilizada em cerca de 35 mil postos de vacinação em todo o país. De novembro de 2014 a dezembro de 2015, foram administradas 1,2 milhão de doses em gestantes.

A vacina contra a influenza também é recomendada na gestação devido ao risco de complicações causadas por essa doença, principalmente no terceiro trimestre de gestação. Diversas evidências científicas mostram que a gripe durante a gravidez é mais grave e expõe as mulheres e os recém-nascidos a riscos que podem ser evitados pela vacinação. Desde 2010, já foram administradas mais de 11 milhões de doses nesse grupo.

A vacina contra a rubéola não está no calendário da gestante e, conforme vários estudos internacionais, sua aplicação em mulheres que ainda desconheciam a gravidez não resultou em qualquer consequência negativa para o feto. Desde o ano 2000, o Brasil desenvolve estratégias para chegar à população feminina e proteger contra rubéola. Mais de 70 milhões de doses já foram administradas em mulheres em idade fértil no país.

Então fiquemos atentas, mamães. Não entrem em boatos e tentem sempre se proteger.

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Até quando esperar para engravidar por conta do Zika Vírus?

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Está aí uma pergunta que não quer calar. Quem está grávida, está em uma angústia sem fim. Quem tinha planos de engravidar está afundada em incertezas. Mas até quando esperar?

Não há resposta. Em virtude do Zika Vírus as clinicas de fertilidade estão orientando que suas pacientes não iniciem tentativas até pelo menos abril. Outros especialistas estão sugerindo esperar cerca de seis meses. Mas por enquanto não há orientação oficial. Tudo está em suspenso, sem parâmetro.

Portanto o recomendado é esperar, pois as autoridades médicas estão lidando com o surgimento de algo novo, nunca visto antes, para eles também é tudo novo e até assustador.

Não esqueça que apesar do uso de repelente ser indispensável ele, sozinho, não é suficiente para proteger da picada do mosquito. Use telas de proteção em casa e dê preferência a roupas longas, cobrindo pernas e braços, e claras, que, por brilharem mais, evitam a aproximação do mosquito. Vale lembrar que o Aedes tem preferência por extremidades e voa até 1,20 metro – portanto, não se esqueça de proteger os pés!

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